Archive de la catégorie ‘Non classé’

ELEIÇÕES

Samedi 17 septembre 2016

 

 

 

 

Nestas eleições vote 13 porque fora #TEMER DA.

Lava Jato

Vendredi 13 mai 2016

Com Temer a Lava Jato vai voltar a lavar carros

WALDIR MARANHÃO

Mercredi 11 mai 2016

 

 

 

Quem foi mesmo  que quiz suicidar o Waldir Maranhão?

MICHEL

Lundi 18 avril 2016

Michel, nem o nome é brasileiro, nós só temos a temer.

Banco de escola

Vendredi 8 avril 2016

 

 

 

 
O ter alisado um banco de escola não significa que alguém tenha sido polido, mas o banco.

A MIRAGEM

Mardi 8 mars 2016

 

Noite em Paris, em breve nas livrarias.
            Eu tinha cerca  de doze anos. Ele tinha doze anos. Na roça, onde morava, as moças  que via eram poucas, e somente quando ia à feira de Capela,  arraial a uma légua de nossa casa.  As moças que ele via eram poucas.
            Eu me enfeitava todo no dia de sábado, dia de feira em Capela do Alto Alegre. Sábado, ele se enfeitava todo. Era dia de feira. Meu chapéu novo de couro, uma casaca e  alpercatas de cromo. Jogava um pouco de cheiro no corpo, roubado da mamãe. Olhos dançando, no caminho.  Buscam  Mariá,  do Tabuleiro,ou do Bispador. Ouvia a cantiga de roda das noites de lua cheia. A rosa vermelha é meu bem-querer, a rosa vermelha e branca eu hei de amar até morrer. Veria o passo alegre de Quesinha? A mente voava  pr´Aroeira e via Helena, blusa branca, azul a saia, caminhando pra escola.
            Um sábado, após haver ajudado a descarregar os burros, fui amarrar os animais e pedi a meu pai para dar uma volta.
            D’outro lado da praça havia uma aglomeração, a mor parte, garotos como eu, em torno de uma limusine. Corri para lá. Um carro. Era nosso espetáculo.
            Dentro da limusine estava sentada, com muita graça, a nos olhar admirada, uma linda moça. Seus grandes olhos pareciam mato em tempo de chuva. Nossos olhos, capim queimado do sol, iam e vinham de uma ponta a outra do carro e se quedavam na moça,  cujos  cabelos eram espigas de milho nas noites de São João. O vento jogava-os de um lado para o outro e seus dedos tentando  acomodá-los, faziam lembrar a cobra-cipó. Ela toda nos recordava a graça de um pé de licuri. Pela primeira vez olhei mais para u’a mulher do que para um automóvel. Me vieram à memória todas as imagens das santas trazidas por aqueles frades barbudos numa missão havida meses atrás. Ele via imagens de santas da missão.
            - Parece a santa do padre da missão. Bem que pode ser a mesma. Quando crescer quero me casar com ela.
Pecado, uma santa não podia se casar. Caçoaram de mim, inticaram.  Vergonha, tive. Quem não? Corri dali. Nos meus olhos, sua imagem me seguia.
            À noite, em casa, após ter ouvido meu pai contar o sucedido na feira – suas vendas, e o dinheiro apurado – fui deitar-me. Logo adormeci. A imagem da moça me veio em sonhos e me chamava pelo nome: “Dá, estou aqui”. Era uma voz macia como a lã dos cordeirinhos. Os borreguinhos da Boa Sorte, a fazenda do tio Pedro, Pedro da Boa Sorte. Parecia o arrulhar da juriti de papai Nézinho. Juriti lá na gaiola quer sair. Guardiã que é guardada, pia mansa apaixonada.
            O sol crestava mato e secava tanques. A miragem permanecia, fosse lua fosse dia.
            Quando o sol caminhava para o lado das serras, eu sempre me entristecia  pois me lembrava dela. Era a hora de apartar o gado e ouvir o aboio de seu Ricardo levando-os para curral. Da criação, cabras e ovelhas, cuidava eu, com meus irmãos. E quando as nambus começavam a cantar à boquinha da noite, já tínhamos  reunido  os animais na malhada.
            Nessa tarde, tinha-se perdido uma ovelha amojada. Buscara-a entre mato, gravatá e cassutinga. Nem berro de mãe parida, nem balido de borrego ouvia-se pela catinga. Perdido em qualquer galho, estaria seu chocalho ou caído seu badalo. Cansado de procurar, sentei na cerca. Cerca de travesseiro, boa pr´atravessar, boa para sentar e até para deitar. O gado vinha tangido para o curral pelo vaqueiro Ricardo. Vortaçucena. Tu é doida, vaca danenta. Azuzinha, ei, ei, ei. Iáaa. Láá. P´ronde tu vai boi combuco? Sai daí, queli, cachorro embirrento. Queli saía escabreado, queria ajudar e não aceitavam sua ajuda. Vá lá entender o homem. Dá vontade de nem latir quando ele estivesse numa enrascada e não pudesse juntar o gado. Ainda nem sei porque somos tão amigos dos homens, se eles nem xite para nós. Só na hora que está precisando, vem com a cara mexendo, chamando a gente. Se é pra caçar tatu estamos rentes no buraco, cavando, acuando gritando para o bicho se afobar. Eu, mesmo, se deixar eu tomo conta deste gado todo, e ainda aparto as ovelhas e as cabras. Pondo-os tudo no chiqueiro. Vida cachorra. Tão logo  lhe chama o dono, sai correndo para ele, balançando o rabo. Quem fez a gente assim? Nem pra caçar a gente presta. Viciar, viciados somos, se depender de nós a gente morre de fome, pode passar por riba da gente um passarim que a gente não levanta a cabeça pra pegar. Mas ouvi dizer que muito cachorro quando está mesmo morrendo de fome sai pra caçar e ai pega tudo que encontrar pela frente, de galinha a urubu.  Quando seca vem é bom pra gente. Tudo que morre é repasto para nós. Nossos donos não gostam muito porque a gente  fede a carniça, mas qui jeito? Trabalhamos como burro, só nos dão os restos,  quando se adoece ou se envelhece  nos abandonam,  e a gente zanzando  de casa em casa, por um resto de comida. Se gente descobre um ninho de galinha e come os ovos é um Deus nos acuda. Nos  escorraçam, batem e até nos matam. Comer borrego ou cabrito, nem é bom falar. Uma noite uma matilha deu num ovil. Mataram sete ovelhas. Noite seguinte voltaram. Mataram quatorze dos nossos. Vida de cachorro, vida cachorra.
            Longe, na estrada, o tilintar da mula-rainha da tropa do primo Zezinho. Tlim, tlim, delém, delém, din, din, dão, dindão.  Musiquinha irrompendo na catinga. Trotava ele e seus burros. Chegar é preciso, antes de escurecer. Na estrada pra Capela, não é bom passar com o escuro no tanque de Rosalina. Mal-assombrado, alma de Joaquim Machado, errava por ali, da casa ao tanque, do tanque à casa, atravessando o caminho, deixando um rastro de frio e fogo.
            Siriema cantou no longe, como o choro de cão nas noites friorentas. Bico para o  infinito, implorando não sei o quê. Fim ou o prenúncio  das águas?  Um bando de papagaios passou gritando, cou, cou, cou. Iam para os ocos dos paus, onde fazem seus ninhos. Quando estourar as primeiras chuvas do verão a ninhada nasce e vai viver, como seus pais, por cem anos. Que inveja.  A zabelê cantou o canto que lhe deu Tupã e me lembrei da cantiga de roda. Minha  sabiá, minha Zabelê, toda meia-noite,  eu sonho com você. Um gavião passou perseguindo a fogo-pagô.  Ah, um bem-te-vi por aqui. Pitanguassu, pitangussu, ond´tá tu, ond´tá tu. Atirei meu chapéu-de-couro. O anajé pega-pinto perdeu o pino. Fogo-pagô voou, voou, se abrigar  longe na quixabeira. Quixaba minha quixaba vem salvar minha rolinha, daí-me talento tanto, tanto  remoçar preciso. Fiquei contente de ter salvado a rolinha, embora tenha  matado muitas, de badogue, e comido, assadas num espeto.
            Um jumento, mato adentro, zurrou alardeando potência e resignação. Escandaloso, triste, ameaçador. Ali podia estar a ovelha desgarrada. Talvez estivesse parida,  urubutinga vai  comer o borrego. Ou talvez  um  outro carcará qualquer, já o tivesse feito antes dele. Não basta a sede por que passam já ao nascer, correm também o risco de serem comidos por aqueles pássaros de bicos sanguinários. Um carcará só devia de comer milho e frutas como os outros pássaros. Porque só ele deveria comer carne? Será que ele era um passarinho de mentira? Só tinha pena para enganar os outros?
            Do tanque, a voz de minha mãe. Cabeça na cabaça, d´água de beber, camará. De licuri, cacho na mão. Debaixo da pedra licuri. Licuri coco miúdo. Dizia ela uma chula. Daquelas que se cantava na raspa da mandioca na casa de farinha.
            Xô, Xuá
           Cada macaco
           No seu galho…
          Gostava de ouvir mamãe cantar. Mais um gemido. E não um canto. Sentia saudades. Do nada. Não traziam alegria os cantos lá do sertão. Arrastavam-se com dolência e angústia ao modo mixolídio, ferindo-se nas unhas dos mandacarus. Seca secando o gado, cobras mordendo gente, assombrações correndo a noite, caipora perdendo o povo,  lobisomem virando homem,  mula-do-padre trotando, cangaceiros zanzando,  jagunços, volante atirando, festas dos Santos Reis, São João do Carneirinho,  bois, batuques e batas, batas de milho e feijão, cantigas de roda na noite, nas noites de lua cheia, chula, xaxado e baião tudo isto é o sertão, triste, terrível torrão.
          Uma voz, longe na malhada. A moça do carro de Capela. Em pé, de pernas altas, parecia eu, um anão. Na cabeça um véu multicolorido, emoldurando um trono. Na mão direita um cajado, maior que o bastão que usávamos  para tanger gado.

Continuação no livro NOITE EM PARIS, breve nas livrarias.

DIOGO MAINARDI

Mercredi 29 octobre 2014

 

- Você sabe porque o Diogo Mainardi não mora no  Nordeste?

 

ALTERNÂNCIA DE PODER

Dimanche 12 octobre 2014

 

 

Os brasileiros levaram 500 anos para tomar o governo; Se perder agora  vai levar mais 500 para retomar o governo. O argumento: Time que está ganhando não se muda.

SEXO NA SENZALA

Dimanche 12 octobre 2014

O apoio de Marina a Aécio Neves é uma relação entre senhor e escravo. Depois de apanhar de seu senhor lava-lhe os pés. É uma pena. 

SOBRE A PUNIÇÃO DE SUAREZ

Jeudi 26 juin 2014

 

 

Não quero defender ninguém. Mas se é para se utilizar da tecnologia para punir alguém depois dos jogos por seus atos, então dever-se-ia punir mais de trinta jogadores desonestos que usam de todos os artifícios para se sair bem de uma jogada ou tirar o outro da jogada, a exemplo do desonesto Fred que cavou um penalty inexistente. Isto é a maior prova de que a FIFA é uma máfia, um antro de corruptos. Por outro lado, a pena foi aleatória, injusta,  porque ultrapassa o limite de pena para o grau de gravidade. Por lei, ninguém deve ser punido pelo que fez no passado, mas pela infração presente.

1234